Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido,
guarde o infinito na palma da mão,
e a eternidade em uma hora de vida!
William Blake
domingo, 27 de março de 2011
Hoje está um dia típico de outono,com uma chuva gelada e um arzinho frio,que nos remete ao inverno e à serra,com sua névoa e seus dias escuros.E que nos faz lembrar uma lareira,uma taça de vinho e uma boa música tocando baixinho,aquecendo-nos a alma e o coração.Lá fora o vento executa sua melodia,trazendo lembranças de tempos idos,de uma cidadezinha na região da Mantiqueira,onde se parecia poder tocar as núvens que,lépidas,passavam debaixo de nossa janela.E,de manhã,a caminhada até o Asilo onde crianças e idosos nos esperavam na maior ansiedade,pelas balas,bombons e pelo carinho,que disputavam em sua enorme carência...eram crianças de várias procedências e raças,unidas por seu destino e sofrimento...acolhidas,recebiam carinho e um lar partilhando com outras, roupas,alojamento e amor verdadeiro, genuíno daquela que os recebia de braços e coração abertos.Mas,que, sózinha,não podia oferecer a todas elas o mesmo afeto,pois seu tempo era curto e a necessidade,imensa.Entretanto,apesar de todos os obstáculos,e de nenhum apoio da sociedade,conseguia realizar um trabalho admirável.Sua missão foi interrompida,seu mérito discutido e atingido por pessoas inescrupulosas,que questionaram até mesmo a sua integridade moral.Hoje outras pessoas assumiram o controle daquela que era a obra e a razão de sua vida...tiraram-lhe tudo.Hoje,sentindo o friozinho do outono,me vieram as lembranças daquele tempo e das pessoas que povoaram a minha vida e hoje,povoam a minha memória.Obrigada a você que naquela cidadezinha perdida entre as montanhas,me fez conhecer o valor e a beleza da verdadeira solidariedade.
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Outro dia passeando por meus blogs favoritos encontrei esta receita,que me pareceu fácil e,pedindo licença à autora resolvi postar.Ei-la:Frango rápido:
Bom finde para todos.Bjsss.
.1 quilo de peito de frango cortado em cubos
· 1 pacote de sopa de cebola
· 1 pacote de sopa de cebola
· 1 copo de requeijão cremoso
· ½ copo de leite
· Alecrim
· Sal a gosto
· Alho picado
· 1 colher de sopa de azeite
Modo de preparo:
Esquente o azeite em uma panela e doure o alho picado. Coloque os cubos de frango e deixe cozinhar na própria água até eles ficarem branquinhos, mexendo de vez em quando.
Adicione o conteúdo do envelope da sopa de cebola e mexa bem. Por fim, adicione o requeijão misturado com o leite. Misture tudo até ficar homogêneo.
Adicione sal e alecrim a gosto.
Dica: enquanto o frango cozinha, coloque um pouco de arroz para ferver e uns cubinhos de batata para assar. Em menos de 30 minutos estará tudo prontinho, fresquinho e quentinho.
Bom finde para todos.Bjsss.
segunda-feira, 21 de março de 2011
citação
Meio bailarina, com sua paciência em esperar o amanhã para um movimento preciso. Tem um jeito sereno de falar e a voz é tão fraquinha que a gente pensa que vive doente, mas ela teima e diz que não, que é implicância. Um pouco desconfiada. Fala enrolado e rápido, ás vezes é preciso falar um: ahn? Só para tentar entender uma parte do que foi dito. Meio fada, vive soltando seu pó mágico por aí. Espalhando doçuras, bondade e gentileza. Tem um dom para as artes, todo tipo delas, até mesmo para a arte de ser amiga, das melhores. Tem tanta paciência que me causa impaciência. Não xinga nem para fazer favor e passa horas vendo coisas retrôs. Fica olhando sonhos em camadas, brancos, expostos nas vitrines da esperança. Carrega uma varinha de condão com uma estrela na ponta, pronta para iluminar qualquer escuridão que possa vir por aí! "É pau, é pedra, é o fim do caminho", trata-se apenas de uma música que o querido Chico Buarque (de quem ela gosta) canta, por que com ela não existe tempo nublado, ela tem Sol do lado de dentro. Carrega o mar no nome. Não guarda rancor. Sentimento ruim para ela é pano velho que merece ser guardado na gaveta do esquecimento. Esse pano depois serve para fazer uma colcha bem bonita, que traz nas linhas a recompensa do perdão. Gosta de festa de aniversário e acho que esse ano nem ganhou uma. Mas o que ela não sabe é que a festa e a comemoração estão é dentro da gente. Bolo, doces e confetes são só detalhes da alegria. Hoje é o dia dela, que faz parte do grupo das minhas melhores amigas. A vontade de abraça-la é imensa e o desejo para que ela tenha uma vida cheia de ternura já tomou conta aqui. Tão difícil descrever amizade, ainda mais os amigos, que são a essência do sentimento. Porque é fácil falar de quem não conhecemos, difícil mesmo é falar de quem a gente conhece e quer bem. Te mando sonhos empacotados.
sexta-feira, 18 de março de 2011
"Balada de Gisberta" com legenda
Gisberta Salce Júnior, imigrante brasileira, transexual, soropositiva, dependente química, puta e sem-teto foi encontrada morta em 22 de fevereiro de 2006 num edifício inacabado na cidade do Porto, em Portugal. O crime foi confessado por um grupo de 14 rapazes, entre os dez e 16 anos, a maior parte deles provenientes de uma instituição de acolhimento de menores ligada à Igreja Católica. A vítima era freqüentemente perseguida nas ruas pelos rapazes e agredida com insultos e agressões. Porém, segundo relatos, a 19 de fevereiro, um grupo destes rapazes entrou no edifício onde Gisberta pernoitava, amarrou-a, amordaçou-a e agrediu-a com extrema violência, a pontapés, com paus e pedras, inclusive introduzindo um pedaço de pau no ânus da falecida, e não contentes, queimaram-na com pontas de cigarro e depois abandonaram o local. Nos dias 20 e 21 de fevereiro, voltaram ao local e repetiram as agressões. Porém, na madrugada de 21 para 22, atiraram finalmente o corpo de Gisberta em um fosso, numa tentativa de ocultar o crime.
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