SEJAM BEM VINDOS!!!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

SOCORRO PAREM O MUNDO QUE EU QUERO SAIR

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…

Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.

Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...
Eduardo Galeano
* Jornalista e escritor uruguaio

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DA REVISTA DE DOMINGO

Gosto das receitas deste Chef e das crônicas que as acompanham.A deste domingo estava tão saborosa quanto a receita,escrita seguindo os parâmetros do novo livro do MEC e com uma sutil ironia a este respeito.

 

         Receita do Chef José Hugo Celidônio

Ingredientes (serve 4 pessoas)

  • 500 g de filé mignon já limpo;
  • farinha de trigo, sal e pimenta do reino branca a gosto;
  • 2 a 3 colheres de sopa de azeite.

Molho Gorgonzola:

  • 60 g de queijo gorgonzola;
  • 2 colheres de sopa de creme de leite;
  • pimenta do reino a gosto.

Modo de Preparo

  • Corte o filé mignon em 16 escalopinhos:  para obter uma medida mais padronizada dos escalopes
  • Tempere com pouco sal e pimenta do reino branca, passe na farinha de trigo e bata para tirar o excesso. Na  frigideira , coloque um pouco de azeite, cobrindo  a superfície. Junte os escalopinhos e deixe pegar cor dos dois lados.  Retire e reserve numa travessa quente.

Para o Molho Gorgonzola

  • Esfarele bem o queijo com um garfo e coloque numa panelinha com o creme e um pouco de pimenta do reino. Leve a fogo baixo apenas para ficar uma mistura homogênea e aquecer.
  • Sirva os escalopinhos regando com um pouco do molho e o acompanhamento desejado, que deverá ser simples para não brigar com o molho que já é forte: um simples purê de batata, um creminho de espinafre etc. Bom apetite!

domingo, 22 de maio de 2011

Do blog comentando o comentado

DOMINGO!!!ACORDEI CEDO!!!!
      Logo de manhãzinha fui percorrer os blogs amigos e deparei com este primor,postado pela querida Sol Hoffman e não me contive,postei também.
            Agora vamos meditar um pouco em torno das idéias geniais de Chaplin,um homem à frente de sua época...Em 1917 ele,com o advento das descobertas científicas,já previa as consequencias perversas para a convivência,que isto acarretaria............
             Sem mais delongas,vamos ao poema:





A ambição envenenou a alma dos homens, ergueu um muro de ódio ao redor do mundo, nos atirou dentro da miséria e também do ódio.

Desenvolvemos a velocidade mas nos fechamos em nós mesmos.

As máquinas que trouxeram mudanças nos deixaram desamparados.
Nossos conhecimentos nos deixaram cínicos.
Nossa inteligência nos deixou duros e impiedosos.
Nós pensamos demais e sentinos muito pouco.

Mais do que maquinaria, nós precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência, precisamos de bondade e compreensão.
Sem estas qualidades a vida será violenta e estaremos todos perdidos.

O aeroplano e o rádio nos aproximam, e a própria natureza destes inventos demonstram a divindade do homem.

Exige uma fraternidade universal para a unidade de todos nós.
Chales Chaplin

sexta-feira, 20 de maio de 2011

HOJE NO BOM DIA BRASIL


Edição do dia 20/05/2011
20/05/2011 08h30 - Atualizado em 20/05/2011 09h03

Brasileiros elegem os dez destinos preferidos para passar a lua de mel

Cidades do Nordeste e da Região Sul estão entre os locais preferidos. Conheça os lugares mais procurados pelos recém casados.

Com o sonho realizado no mês das noivas, logo depois do casamento vem o destino escolhido para lua de mel: Maceió. "A gente iria viajar de lua de mel, a gente queria um passeio diferente e optou pelo Nordeste. Ficamos em dúvida qual a praia visitar e escolhemos Maceió pelos atrativos", conta o comerciante Rafael Pinheiro.

Esses atrativos são muitos: a água cristalina quentinha e as belezas dos corais. "Inesquecível, um lugar maravilhoso, capital da lua de mel mesmo", vibra Rosimeire Fabrício Pinheiro, turista de São Paulo.
A capital de Alagoas está entre os sete destinos mais procurados pelos noivos para passar a lua de mel no Brasil, de acordo com uma das maiores operadoras de turismo do país. Mesmo em um período de muitas chuvas, o Nordeste se destaca na preferência dos casais.
Na lista de desejos dos recém casados também estão a Costa do Sauípe, na Bahia, com seus luxuosos resorts; a exuberância das paisagens e da fauna de Fernando de Noronha; e o mar em vários tons de azul de Porto de Galinhas, também em Pernambuco. Em Natal, há atrativos como o Forte dos Reis Magos e os esportes aquáticos. A Região Sul do país também integra a lista. O destino mais procurado é Gramado, com seu ar europeu.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BOMBINHAS OU ECLAIR


Antgamente eu fazia esta receita e meus filhos gostavam muito.Hoje,eles estão longe,mas me deu vontade de fazer para aquecer um pouco(o exercício que se faz batendo a massa,esquenta bem...)Vamos à receita?


  • Ingredientes




  • Massa:




  • 1 xícara de chá de água




  • 5 colheres de sopa de manteiga ou margarina




  • 1 pitada de sal




  • 1 xícara de chá de farinha de trigo




  • 3 ovos




  • Recheio:




  • 1 xícara de chá de leite




  • 1 lata de milho verde




  • 2 colheres de sopa de margarina




  • 1 colher de sopa de cebola




  • 50 g de queijo ralado




  • 1 colher de sopa de farinha de trigo




  • 1 colher de sopa de salsinha




  • Sal e pimenta a gosto










    • Modo de Preparo
    1. Colocar a água, a margarina e o sal em uma panela
    2. Deixar ferver
    3. Adicionar a farinha de trigo de uma vez
    4. Mexer até desgrudar da panela
    5. Desligar o fogo e deixar esfriar
    6. Depois de frio, colocar a massa na batedeira e com ela ligada, adicionar os ovos um a um
    7. Depois de pronto, colocar a massa em um saco de confeiteiro com bico grande
    8. Untar e polvilhar uma assadeira e modelar as bombas
    9. Levar ao forno pré-a aquecido (200ºC) por aproximadamente 15 a 17 minutos
    10. Deixar esfriar e cortar ao meio com uma tesoura
    11. Colocar o recheio e decorar com requeijão e queijo ralado
      Recheio:
    1. Bater no liquidificador o leite e o milho cozido previamente
    2. Reservar
    3. Aquecer a manteiga em uma panela e refogar a cebola
    4. Adicionar a mistura do liquidificador, pimenta, sal, queijo ralado, salsinha e farinha de trigo
    5. Cozinhar por alguns minutos
    6. Reservar

    SENTIDO DA VIDA

    Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
    Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
    E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
    Cora Coralina