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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi---MINAS GERAIS

Sabará, Tiradentes e São João del-Rei

Em Sabará (também município do Circuito do Ouro) – na região metropolitana da capital mineira – e em Diamantina, localizada no Vale do Jequitinhonha, a programação prevê a celebração do “Corpo de Deus” com a tradicional procissão e missas durante toda a quinta-feira (22). No Circuito Trilha dos Inconfidentes, Tiradentes e São João del-Rei chamam atenção pelas comemorações.

Tiradentes promove a procissão no fim da tarde de quinta-feira (22), além de uma apresentação teatral com interpretações de poemas e canções, no Lago das Forras, às 20h do dia 23, sexta-feira.

Já no município histórico de São João del-Rei, a missa está prevista para as 9h30 na Catedral Nossa Senhora do Pilar, de onde sairá também a procissão, na parte da tarde.

terça-feira, 21 de junho de 2011

HOMENAGEM A VINICIUS

Samba da benção

(Vinícius de Moraes)
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não

Senão é como amar uma mulher só linda; e daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado,
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher,
Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor
E para ser só perdão

Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não...

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A LENDA DO MARACUJÁ

A Flor do Maracujá Composição: Catulo da Paixão Cearense

Encontrando-me com um sertanejo, Perto de um pé de maracujá, Eu lhe perguntei: Diga-me caro sertanejo, Porque razão nasce branca e roxa, A flor do maracujá? Ah, pois então eu lhi conto, A estória que ouvi contá, A razão pro que nasci branca i roxa, A frô do maracujá. Maracujá já foi branco, Eu posso inté lhe ajurá, Mais branco qui caridadi, Mais brando do que o luá. Quando a frô brotava nele, Lá pros cunfim do sertão, Maracujá parecia, Um ninho de argodão. Mais um dia, há muito tempo, Num meis que inté num mi alembro
                                                                                                            Si foi maio,si foi junho,Si foi janeiro
ou dezembro
 Nosso sinhô Jesus Cristo, Foi condenado a morrê, Numa cruis crucificado, Longe daqui como o quê, Pregaro cristo a martelo, E ao vê tamanha crueza, A natureza inteirinha, Pois-se a chorá di tristeza. Chorava us campu, As foia, as ribeira, Sabiá tamém chorava, Nos gaio a laranjera, E havia junto da cruis, Um pé de maracujá, Carregadinho de frô, Aos pé de nosso sinhô. I o sangue de Jesus Cristo, Sangui pisado de dô, Nus pé du maracujá, Tingia todas as frô, Eis aqui seu moço, A estória que eu vi contá, A razão proque nasce branca i roxa, A frô do maracujá

domingo, 19 de junho de 2011

FESTIVAL DO CARRO DE BOI DE IBERTIOGA__MG

Em Ibertioga, Zona da Mata de Minas Gerais (MG), uma festa mantém viva a tradição dos carros de boi. O canto inconfundível do atrito entre o eixo e a roda do carro em movimento é a atração da festa. Por isso, só carros de boi com a estrutura toda em madeira podem participar do desfile.

São cerca de 25 carros. Todos ainda são utilizados nas lavouras de milho da região de Ibertioga, no Campo das Vertentes. Por isso, tanto a boiada quanto o carreiro não precisam de treinamento. O carreiro, José Valdo da Silva, diz que é fácil, mas é preciso saber lidar com o boi. O festival completou neste domingo (18), 33 anos.

Hoje ele existe graças ao esforço do idealizador do evento, José Francisco de Miranda Fontana, que um dia se inspirou ao ouvir uma canção. Ele diz que ouviu no disco de Milton Nascimento, uma canção que falava de saudades do canto do carro de boi.

A primeira festa, na década de 70 teve uma causa nobre. A intenção foi arrecadar dinheiro para a construção de um hospital na cidade. Para isso os produtores levaram prendas para um leilão, tudo claro, no carro de boi. Hoje, a história se repete. Eles levam lenha, milho e esterco para leiloar e conseguem a cada ano cerca de R$ 25 mil.

A renda ainda têm o mesmo destino: ajudar o hospital, o único da pequena cidade de 5 mil habitantes. Tem de tudo para atrair os moradores da região: desfile das princesas e da rainha da festa do carro de boi, além de curiosidades como trajes e peças de época. Dessa forma, revivendo o passado, a cidade se encanta todos os anos, com os carros de boi.

sábado, 18 de junho de 2011

SEMPRE FRIDA

Para se entender as pinturas de Frida Kalho é necessário conhecer a sua vida.
Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que
havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos
contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em
que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro
atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias
e ficou muito tempo presa em uma cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua
cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque
sou o assunto que conheço melhor".
Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente
seu amor pelo marido Diego Rivera.
A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida
não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor
de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as
seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em
muitos dos seus quadros.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

PALAVRAS DO REI SALOMÃO

Palavras do Rei Salomão

Existe um tempo próprio para tudo,
E há uma época para cada coisa debaixo do céu:

Um tempo para nascer e um tempo para morrer;
Um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou;

Um tempo para matar, um tempo para curar as feridas;
Um tempo para destruir e outro para reconstruir;

Um tempo para chorar e um tempo para rir;
Um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria;

Um tempo para espalhar pedras, um tempo para juntá-las;
Um tempo para abraçar, e um tempo para afastar-se;

Um tempo para procurar e outro para perder;
Um tempo para armazenar e um para distribuir;

Um tempo para rasgar e outro para coser;
Um tempo para estar calado e outro tempo para falar;

Um tempo para amar, e um tempo para odiar;
Um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.                   

MINIVERSOS DE DRUMMOND

Abertura do livro "Corpo"

O problema não é inventar. É ser inventado
hora após hora e nunca ficar pronta nossa
edição convincente.


Hipótese

E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as coisas deste mundo


Lembrete

Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.


Passatempo

O verso não, ou sim o verso?
Eis-me perdido no universo
do dizer, que tímido verso
sabendo que embora que o lavra
só encontra meia palavra.


Balanço 

A pobreza do eu
a opulência do mundo

A opulência do eu
a pobreza do mundo

A pobreza de tudo
a opulência de tudo

A inceretza de tudo
na certeza de nada


Livro Corpo, Editora Record 



Miniverso

O inocente afiança
a culpa que não tem na esperança
do mal chegar ao bem (fragmento)

Livro Amar se Aprende Amando, Editora Record