30/05/2012 07h57
- Atualizado em
30/05/2012 07h57
Despoluição do Rio Tâmisa, em Londres, é seguida por várias cidades
O Tâmisa era um rio biologicamente morto que reviveu
em menos de 50 anos. O investimento e a tecnologia necessários não foram
poupados nesse trabalho de quase três gerações.
Londres limpou um rio maior que o Rio Pinheiros: o Rio Tâmisa. A
despoluição do Tâmisa é um dos exemplos seguidos por várias cidades que
tiveram o mesmo problema. Um rio biologicamente morto reviveu em menos
de 50 anos. O investimento e a tecnologia necessários não foram poupados
nesse trabalho de quase três gerações.
No século 19, o rio era conhecido como “O Grande Mau Cheiro”. Eram
comuns as epidemias de cólera. Em pleno reinado da Rainha Vitória, as
sessões do Parlamento, que fica bem na margem do rio, tinham que ser
suspensas quando o vento levava o odor para dentro do prédio. Primeiro,
foi construído um sistema de captação de esgoto, em 1958. A solução não
resistiu ao crescimento da população. E na década de 50 do século 20,
vieram mais estações de tratamento.
Hoje, a empresa de saneamento de Londres continua a investir na
infraestrutura. Dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e
retiram 30 toneladas de lixo por dia. Todos os detritos são coletados
por grades instaladas na proa e por esteiras que varrem o leito do rio.
Câmeras de vídeo, radares e sonares informam a localização do lixo. O
sistema funciona. Hoje, existem 121 espécies de peixes no Tâmisa e mais
de 400 espécies de invertebrados.
Um rio como esse é o centro da vida na cidade. No jubileu dos 60 anos
de reinado de Elizabeth II, o Tâmisa vai ser personagem de destaque. No
domingo, um desfile fluvial de mil barcos, uma flotilha com toda a
realeza, vai passar sob as três pontes principais ao som de música ao
vivo em uma ocasião que vai lembrar as telas dos séculos 17 e 18.

Fonte:Bom Dia Brasil
Fonte:Wikipedia