SEJAM BEM VINDOS!!!


domingo, 5 de agosto de 2012


JÁ NÃO HÁ DOMINGOS – Mia Couto


Todas as vidas gastas
para morrer contigo.
E agora
...esfumou-se o tempo
e perdi o teu passo
para além da curva do rio.
Rasguei as cartas.
Em vão: o papel restou intacto.
Só os meus dedos murcharam, decepados.
Queimei as fotos.
Em vão: as imagens restaram incólumes
e só os meus olhos se desfizeram, redondas cinzas.
Com que roupa
vestirei minha alma
agora que já não há domingos?
Quero morrer, não consigo.
Depois de te viver
não há poente
nem o enfim de um fim.
Todas as mortes gastei
para viver contigo.
(extraído da página do Facebook:
de Anabela de Araújo)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Carta para Josefa

Amigos,não deixem de assistir...é extremamente comovente e me conduziu ás minhas avós.
                                     Bjssssss e um lindo final de semana para vocês,habitantes de meu coração.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

DO JORNAL CORREIO DE UBERLÂNDIA

26/07/2011 17:07

Minha amiga Beatriz do Blog Moro em um KINDER OVO,foi a este festival.Vejam no blog dela como foi o seu passeio!

Esta reportagem retirei do jornal "CORREIO DE UBERLÂNDIA  

Festival de culinária “Igarapé Bem Temperado” começa na sexta-feira


Este ano, os destaques do Igarapé Bem Temperado são os “guisadinhos”
O projeto Igarapé Bem Temperado, em Igarapé, região metropolitana de Belo Horizonte, chega a sua sétima edição, com três dias de evento gastronômico aberto ao público, na Praça Miguel Henriques da Silva, de 29 a 31 de julho.
Guardiãs das mais antigas tradições da cozinha mineira, as senhoras chamadas “mestras da culinária” de Igarapé mantêm hábitos alimentares centenários, plantam, colhem os principais ingredientes para suas refeições em seus próprios quintais, verdadeiros oásis no centro da cidade. Desde 2005 elas se unem para a realização do festival que, além de proporcionar uma grande festa e a degustação das iguarias ao grande público, traz um resgate da tradição dos quintais e mantém viva a cultura e a culinária da região.
“No início, muitos não acreditavam em nós, mas abraçamos a causa e hoje o evento é um sucesso. Nós (as mestras) somos o eixo, mas a família toda ajuda. E o maior lucro é ver a praça cheia, as famílias reunidas para experimentar os pratos. Sempre sonhei em poder mostrar os segredos da nossa comida, nossa forma de se alimentar”, disse Maria Nunes Silva, de 69 anos.

Sobre os pratos

Este ano, os destaques do Igarapé Bem Temperado são os “guisadinhos” de ingredientes colhidos nos quintais das mestras e que fazem parte do dia-a-dia da cozinha tradicional da cidade. D. Lúcia Cordeiro e D. Esmeralda irão preparar um guisado de umbigo de bananeira com frango. Entre os pratos mais originais e de personalidade do evento é o guisado de cansanção com bacalhau, feito por D. Vilma Coelho. Também serão servidos: guisado de ervilhas com costela de porco, de Palmito com linguiça, de carne de porco com cansanção e ora-pro-nobis com costelinha.
Os “engrossadinhos” também estarão presentes no evento. A mestra Maria do Freguesia vai cozinhar um engrossadinho de fubá, carne de porco, verduras e legumes. Já na receita de D. Elzira Ribeiro vai milho verde com frango e taioba. Para petiscar, serão servidos: croquete, bolinho de mandioca com bacalhau, bolinho de milho com taioba, além dos escondidinhos de mandioca com carne seca e de pernil com abóbora.
Pra quem chegar pro almoço ou pro jantar, as opções são saborosas e variadas: frango caipira com palmito e tutu de farinha de moinho, Saculé (de feijão jalo), frango com milho verde, arroz com suã, feijoada do Magalhães, frango “acervejado” e coxa de frango recheada e o prato Cê Ki Sabe!
Na sobremesa, os doces de raiz de mamão, doce de requeijão baiano em calda, compota de laranja doida, abóbora, banana, doce de jiló, entre outras delícias, fazem parte do cardápio, ao lado das mais tradicionais quitandas preparadas na hora nos fornos e fogões a lenha, que serão instalados na praça especialmente para o festival.

Uma cronista que amo


Encarnação

x)

Uma das passagens mais eloquentes que conheço sobre a fronteira entre a vida e a morte se encontra no livro Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. Nele, uma frágil almazinha em formação anima as entranhas de bichinhos silvestres, de um ou dois curumins inocentes, até que, um dia, encarna em um feroz aborígine, o Caboco Capiroba. Canibal convicto, o selvagem engorda europeus cativos com sádica paciência, antes de devorá-los à moda da casa.
No seu retorno ao poleiro dos anjos, depois de livre das amarras do insano Caboco, o desnorteado espírito sobe depressa aos céus, rezando para nunca mais ter de acordar em um mundo tão desalmado como este em que vivemos.
Apesar da tormentosa descrição de Ubaldo, encontro um grande conforto na ideia da reencarnação. Eu adoraria ter a eternidade para ajustar as contas, e não no paraíso ou no inferno, mas na vida terrena que tanto estimo.
Seria mesmo um alento, mas não cultivo tal crença.
Entre as inúmeras vantagens da reencarnação, eu destacaria os sucessivos fins. É uma forma de imortalidade muito diferente da angústia entediante dos vampiros e highlanders, condenados a ser os mesmos ad aeternum.
Um budista emérito me explicou, certa vez, que o que reencarna é uma parte tão ínfima que, nela, não há espaço para nada parecido com o que se entende por indivíduo, ou eu.
A teoria não difere muito da concepção materialista que tenho da morte. Acho que vou virar gás, água; vou apodrecer e servir de alimento para moscas, larvas ou bichos carniceiros. Voltarei para a mãe natureza como Lavoisier previu: sem nada perder, mas também sem deixar vestígios.
Não sei da mágica budista para reorganizar a energia dispersa de volta ao ser. Mesmo incapaz de conceber
o conceito, não deixo de me sentir seduzida pela possibilidade.
Gosto de pensar que homens e mulheres retornam 1 milhão de vezes, alternando os sexos em temporadas distintas; longos ciclos contínuos de masculinidade e feminilidade.
Há os que estão começando a sua caminhada de fêmea e há os que estão abandonando a de macho. Nada a ver com desmunhecar ou falar grosso. Conheço sensualíssimos mulherões curvilíneos que, tenho certeza, retornarão homens feitos no próximo passeio na Terra.
Eu ia dar exemplos, mas temo ser deselegante. Sirvo eu de cobaia.
Nasci menina, tenho todos os romantismos de menina, mas a maneira como dispenso ajuda na hora de carregar as malas, o modo como me visto, tão afeito a alfaiatarias, e a inadequação ao ritual de beleza que meu sexo impõe me fazem desconfiar que deixei de fazer a barba há pouco tempo.
Tenho amigas que estão no auge da sua feminilidade, mas são tão diretas, ativas e voluntariosas que, notadamente, já estão tomando o rumo oposto.
Nunca pensei na questão da homossexualidade. A opção óbvia seria situar os que fazem essa escolha nas extremidades de cada fase.
Mas uma segunda consideração me fez fugir do esquema. Eu me lembrei dos Dzi Croquetes e de Silvinho, o cabeleireiro do Jambert, a locomotiva dos anos 70. Silvinho reinou alto, lindo, peludo e selvagem. Era gay e era bi. Aposto que tanto Silvinho quanto Lenny Dale voltarão cabras-machos, ou Barbies demais, sem meios-termos, se é que já não estão por aí. Talvez, o homossexualismo seja a maneira mais rápida de pular os infinitos degraus desse vaivém sem fim.
E você que me lê? Gostaria de renascer moça ou moço? Tem inveja do pênis? Morre de vontade de usar minissaia e não pode? Quantas encarnações ainda lhe restam no estado em que está?
***
Gostaria de agradecer à leitora Lêda Couto Ferreira, que me escreveu alertando que progenitora é avó, e não mãe, como eu supunha. Obrigada, Lêda.
A propósito, minha genitora me deu de presente um livro besta, desses que se compram nas caixas das livrarias, chamado Os 300 Erros Mais Comuns da Língua Portuguesa. Para os que, como eu, sofrem com a gramática, fica aqui a recomendação.
Tags: | | | | Publicado em: Crônica da semana

domingo, 29 de julho de 2012

POEMA DO FILME : EM SEU LUGAR


EU LEVO SEU CORAÇÃO COMIGO


Eu levo seu coração comigo

Eu o levo no meu coração

Eu nunca estou sem ele

Onde quer que eu vá você irá, minha querida;

E o que é feito só por mim é seu feito, minha amada

Não temo o destino

Pois você é meu destino, meu encanto

Não quero o mundo

Pela beleza de você ser meu mundo, minha verdade

E você é tudo o que a lua sempre representou

E tudo que um sol irá louvar será você

Eis o maior segredo que ninguém conhece

E eis a raiz da raiz e o broto do broto

E o céu do céu de uma árvore chamada vida;

Que cresce além do que a alma sonharia

Ou a mente poderia esconder

E este é o milagre que mantém as estrelas afastadas

Eu levo seu coração

Eu o levo no meu coração.


Para quem desejar ver um filme leve,aconselho o delicioso Em seu lugar,com Cameron Diaz,Toni Collette e Shirley Mac Laine.
O poema acima foi declamado por Maggie no casamento da irmã.


EM SEU LUGAR (IN HER SHOES) é a história alternadamente hilariante e emocionante de duas  irmãs, Maggie e Rose Feller, que não têm nada em comum a não ser o fato de calçarem o mesmo número. Ao mesmo tempo são melhores amigas e o oposto uma da outra no que se refere a valores, objetivos e estilo pessoal. Maggie (Cameron Diaz) é uma mulher festeira que não gosta de estudar, muda de empregos constantemente e acredita que seu maior talento é sua capacidade de atrair o sexo oposto. A sua falta recorrente de trabalho acaba deixando-a virtualmente sem ter onde morar e ela pula de um sofá para outro em casa de amigos ou parentes. Sem confiança alguma em suas habilidades intelectuais, ela privilegia a maquiagem e não os livros e tem um talento inato para escolher o acessório perfeito e a roupa para qualquer ocasião. Rose (Toni Collette) é uma advogada formada em Princeton que trabalha num dos maiores escritórios da Filadélfia. Seu apartamento, construído antes  da 2ª Guerra, é lindamente decorado e serve como refúgio para o mundo lá fora. Com o nariz permanentemente enfiado no trabalho, ela luta contra seu peso e nunca se sente confortável nas roupas que usa. Sua baixa auto-estima em relação a sua aparência física fez com que sua vida amorosa desaparecesse. A única alegria da vida de Rose são os sapatos (porque eles sempre servem), mas infelizmente ela tem poucas oportunidades para tirá-los do armário. Depois de uma terrível briga, as duas irmãs embarcam numa difícil viagem em direção a uma verdadeira apreciação uma da outra - que recebe um auxílio com a descoberta de sua avó, por parte  de mãe (Shirley MacLaine), que elas imaginavam morta. Através dessa conexão com sua avó, Ella, Maggie e Rose aprendem a fazer as pazes consigo mesmas e uma com a outra.