domingo, 16 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Um pouco da Kabbalah/ Karen Berg
Um novo começo
Quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Agora, mais do que nunca, as pessoas estão lutando por um propósito espiritual: o de serem seres humanos melhores. Mas para aqueles de nós que já estão num caminho espiritual em que se conectam, rezam, e fazem boas ações pelos outros, é mais difícil encontrar exatamente o que precisa ser mudado e a forma de alcançar o próximo nível.
Algumas vezes, as pessoas já espiritualizadas dizem: "Eu não entendo. Como ainda não cheguei 'lá'?" Ficamos frustrados. Sentimos que estamos ficando para trás quando deveríamos estar dez passos à frente.
Mas quem foi que disse que deveríamos estar 'lá'?
Um dos aspectos que precisamos trabalhar, mesmo quando já nos tornamos espiritualizados, é não pensar em atalhos até os Céus. Um caminho espiritual nem sempre te levará diretamente para cima. Os testes espirituais que precisamos encontrar e superar para crescer podem ser muito mais difíceis e complicados.
Ninguém se torna um justo do dia para a noite. É um trabalho difícil, de fato, porque incluso no estudo da Kabbalah está também o trabalho de ser capaz de encarar a si mesmo. Muitas vezes, gostamos de apontar o dedo para o que há de errado com os nossos colegas, nossos cônjuges ou o próximo. Porém, o que realmente devemos lembrar é de que enquanto apontamos um dedo, outros quatro apontam de volta para nós.
Uma das formas de acelerar o processo é procurar pelas emoções negativas que destroem as nossas vidas. Já mencionei isso muitas vezes: qual é o castigo para a inveja? Mais inveja. Sentir inveja é ter este tipo de consciência: "O que é meu, não interessa. Nunca serei feliz com isso." Inveja é a incapacidade de apreciar o que temos. Qualquer emoção negativa, assim como a inveja, é como um câncer. A emoção negativa em si é uma doença! Mas não existe cura externa para a maldade ou o ódio. É necessária uma mudança interna. Se conseguirmos compreender este conceito e aplicá-lo em todos os tipos de emoções negativas que tivermos, então, podemos começar a construir uma unidade de espírito em nós mesmos.
Para tudo aquilo que queremos em nossas vidas, precisamos começar no nível de semente e construir com a raiz da honestidade e da força. Podemos cultivar uma árvore linda se plantarmos a semente certa.
Estamos em um momento em que todos nós temos a possibilidade de fazer uma mudança interna: primeiramente, devemos determinar as coisas que precisamos mudar e depois, retirar de nosso banco energético tudo o que for necessário para manifestar essa mudança. Isso vai exigir uma grande busca pela alma e pela conexão espiritual. Mas é através dessa busca que seremos tocados e guiados – não por um professor que fica diante de nós dizendo o que deveríamos fazer, mas pela Luz que obtemos do trabalho que fazemos e pelas medidas que tomamos para construir a espiritualidade em nós e nos outros. Essa Luz, com toda certeza, nos levará onde desejamos chegar.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
PENSAR É TRANSGREDIR
PENSAR É TRANSGREDIR
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Lya Luft
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
(DOC) Maria Bethânia do Brasil - Legendado - Parte 07
Filme belíssimo...vi ontem no GNT e voltei no tempo...me revi mocinha ainda no Rio de Janeiro,indo ao Teatro Opinião ver Bethânia cantar e, ao voltar para a fazenda, em estado de graça, comentar com as amigas sobre a beleza da voz desta baiana arretada, sobre o seu jeito natural de cantar com os pés descalços, sobre o seu carisma incrível que nos deixava a todos reféns de sua interpretação divina.Tempos que não voltam mais e que este filme resgatou com perfeição.
Aconselho a todos, fãs e não fãs(existem?) de Bethânia, recomendo entusiasticamente , como ardente e sagitariana fã , desta que, para mim ,é um ícone da nossa música popular brasileira.
Aconselho a todos, fãs e não fãs(existem?) de Bethânia, recomendo entusiasticamente , como ardente e sagitariana fã , desta que, para mim ,é um ícone da nossa música popular brasileira.
sábado, 1 de setembro de 2012
Homenagem à Tarsila

Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886 na Fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em razão da imensa fortuna que acumulou abrindo fazendas no interior de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.

Operários
Volta à Europa em 1923 e tem contato com os modernistas que lá
se encontravam: intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estuda com
Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Mantém
estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suiço que visita
o Brasil em 1924. Inicia sua pintura “pau-brasil” dotada de cores
e temas acentuadamente brasileiros. Em 1926 expõe em Paris, obtendo
grande sucesso. Casa-se no mesmo com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o “Abaporu”
para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela
e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase
antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente
pela primeira vez no Brasil. Separa-se de Oswald em 1930. Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50. De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados.
Nos anos 50 volta ao tema “pau brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.
Estamos em São Paulo, no longínquo ano de 1917, no bem instalado ateliê do pintor Pedro Alexandrino Borges, outrora paisagista, mas que, neste instante, se dedica a pintar quase que tão somente naturezas-mortas.
Foi seu professor, Almeida Júnior, que lhe desviou os passos, quando, ao ver um quadro com frutas e flores, que o aluno acabara de pintar, disse-lhe impressionado: «Não pinta senão isso. É a tua arte.»

Abaporu
Ao seu lado se acha a mais nova aluna, nova nas artes, pois iniciava seu aprendizado já com 31 anos, idade em que muitos outros já tinham galgado o patamar da fama. Mas Tarsila – pois é dela que estamos falando – era uma aluna aplicada e mostrava bastante aptidão, animando o mestre, que esperava fazê-la uma artista razoável no gênero.
Encontro com o destino
A porta se abre e entra outra jovem, aparentemente da mesma idade mas, pelo diálogo que mantêm com o mestre, percebe-se que a recém-chegada tem um apreciável desenvolvimento, demonstrando bastante familiaridade com a arte. Não buscava as primeiras noções, nem um aperfeiçoamento artístico: Ferida com recentes experiências, punha de lado a arte que sabia fazer, para, no mais velho estilo, aprender a pintar também, naturezas-mortas.As duas jovens se apresentam, uma à outra, e desenvolvem animada conversação, tão à vontade que, quem as visse, pensaria tratar-se de amigas da infância. Inicia-se naquele momento uma longa, dedicada e proveitosa amizade entre Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, uma amizade em que as duas se apoiam, uma à outra, e se complementam.
Tarsila, três anos mais velha e segura de si, foi o esteio de Anita, que era tímida e se achava numa fase de total desorientação, após as críticas que recebera em sua exposição modernista. Anita, por sua vez, artista experiente, deu a Tarsila o impulso de que necessitava. A partir daquele instante, uma e outra, cada uma por seu estilo próprio, se preparavam para alçar vôo e conquistar uma fama longa e duradoura.
Fonte:: www.pitoresco.com.br
Tarsila do Amaral
onte: www.pitoresco.com.br
Tarsila do Amaral

domingo, 26 de agosto de 2012
Um pouco de Pablo Neruda
Pablo Neruda - Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
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